Jean Wyllys: “Sempre senti que há um propósito em minha presença neste mundo. E o propósito é fazer, dele, um lugar melhor”

23 de março de 2011
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Por Gésner Braga

Jean Wyllys, deputado federal eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro e hoje uma das vozes mais ativas no Congresso em favor dos direitos humanos, em especial dos direitos de LGBT, negros e mulheres, recebeu ameaças de morte na última sexta-feira, 18 de março. Longe de serem um fato isolado, essas ameaças são recorrentes e têm caráter altamente homofóbico e fundamentalista, numa clara represália ao notável trabalho que o parlamentar desenvolve há tão pouco tempo naquela casa. Entre alguns impropérios descabidos, seus ofensores dizem: “é por ofender a bondade de Deus que você deve morrer”, “cuidado ao sair de casa, você pode não voltar” e “a morte chega, você não tarda por esperar”. Sobre o assunto, Jean Wyllys concedeu entrevista ao Instituto Adé Diversidade. Confira abaixo.

Adé – Houve ameaças anteriores? Caso sim, elas continham o mesmo grau de violência?

Jean Wyllys – Ameaças de morte já haviam acontecido na época em que escrevi um artigo no meu blog sobre a homofobia mobilizada pelo participante da décima edição do BBB, Dourado. Não as levei a sério naquela época. Desde que me elegi, crescem as ofensas de homofóbicos e conservadores à minha pessoa. Ofensas impublicáveis de tão violentas e cheias de ódio. Na segunda semana depois que tomei posse, quando se noticiou que estava reestruturando a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, conseguiram, numa ação orquestrada, tirar meu perfil no Facebook do ar. As novas ameaças de morte começaram de sexta para cá.

Adé – Houve novas ameaças depois daquelas noticiadas pela imprensa no dia 18?

Jean Wyllys – Sim. E novas ofensas, cada vez mais cheias de ódio e rancor.

Adé – O que pode estar por trás disso?

Jean Wyllys – O que está por trás disso é a minha atuação na Câmara dos deputados em prol dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana de LGBTs, negros e mulheres; a minha visibilidade positiva e a minha coragem de questionar os privilégios e as ações daqueles que enriqueceram e enriquecem à custa da ignorância alheia e da violação de direitos dos LGBTs e do povo de santo.

Adé – São cães que apenas ladram ou é preciso estar atento e forte?

Jean Wyllys – Dessa são cães ferozes, capazes de morder e matar. Eu preciso estar atento e forte, sim, mesmo sendo um deputado federal. Esses cães estão vendo que, comigo na Câmara, há uma possibilidade concreta de se avançar na garantia de direitos humanos de minorias que eles perseguem para melhor enriquecerem.

Adé – Quais as providências que você tomou até agora? Algo de concreto já foi feito em seu favor? Pretende reforçar sua segurança pessoal?

Jean Wyllys – Por enquanto, não vou pedir segurança pessoal. As ameaças já foram divulgadas. O que quer que aconteça comigo será da responsabilidade dessas pessoas, direta ou indiretamente. Estou rastreando os IP dos computadores de onde partiram as ameaças e ofensas. Quando identificados, eles serão denunciados e pagarão pelos seus crimes.

Adé – Qual foi a repercussão do fato no meio político e qual repercussão social você espera?

Jean Wyllys – Ainda não apurei. Mas recebi a solidariedade de apenas quatro deputados, e, mesmo assim, não publicamente. Estão todos preocupados em não contrariar os eleitores conservadores para garantir suas reeleições (e, logo, seus privilégios). Estão todos reféns da ignorância e do atraso porque são estas que impedem as pessoas de ascenderem à condição de cidadãos críticos, preocupados, por exemplo, com o mau da corrupção.

Adé – Como tem reagido a comunidade LGBT à notícia?

Jean Wyllys – Esta, em sua expressão nas redes sociais, tem me dado apoio. Mas a grande comunidade LGBT está afastada da política. Às vezes vitimada pela homofobia internalizada, que lhe impede de eleger representantes e/ou se identificar com quem luta por seus direitos; às vezes escravizada ao consumo e ao hedonismo por ter sido constituída em nicho de mercado apenas, a grande comunidade LGBT é, em sua maioria (há exceções, claro), alienada e ignorante (e arrogante). Ela só vai se dar conta de que sua liberdade está ameaçada quando a perder de fato e por lei. Quando os fundamentalistas cristãos, através de seus representantes eleitos, conseguirem fechar, por lei, as boates e saunas e começar a patrulhar ainda mais os espaços se sociabilidade, aí, sim, a grande comunidade LGBT vai se dar conta, mas será tarde demais. Há pessoas na comunidade que perdem tempo precioso com rancores e invejas que não levam a outro lugar senão a desorganização política. Não fui eleito pelo voto LGBT, mas nem por isso vou deixar de lutar por esta comunidade da qual faço parte. O princípio da dignidade humana é soberano e eu luto por ele mesmo que os diretamente interessados não estejam nem aí para isso.

Adé – É possível ao movimento LGBT apropriar-se positivamente deste episódio? De que forma? Você acha que o efeito pode ser inverso ao desejado pelos seus algozes e o fato acabar projetando mais sua imagem e suas ações políticas?

Jean Wyllys – O ideal seria que isto acontecesse. Estou me esforçando para articular o movimento com o meu mandato. Para somarmos forças em nome de nossa causa, que é suprapartidária. O momento é este. Se há reação, é porque estou no caminho certo. Logo, o movimento não pode me abandonar agora. Com minha legislatura, o movimento está diante da chance de deixar de ser aquele que se contenta com migalhas para paradas gays e viagens de seus líderes para eventos internacionais, para ser um instrumento político de garantia de direitos, que é o que se espera de um movimento social. Vamos ver qual vai ser a opção.

Adé – As agressões contra LGBT noticiadas na mídia de forma cada vez mais freqüente podem ter algum impacto na condução no PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia? Qual?

Jean Wyllys – Talvez. Se soubermos conduzir as coisas de maneira certa, o impacto pode ser positivo. Mas o PLC 122 não criminaliza a homofobia. Ele amplia a lei do racismo para incluir, como alvo das sanções previstas naquela lei, discriminações por orientação sexual e identidade de gênero. O projeto que criminaliza a homofobia será proposto por mim em breve.

Adé – Você acredita que o aumento da violência contra LGBT no Brasil é uma reação à crescente visibilidade da comunidade gay ou fruto da impunidade?

Jean Wyllys – As duas coisas.

Adé – O gay é tolerante com a intolerância no Brasil?

Jean Wyllys – Sim. Como já disse, a grande comunidade LGBT (há exceções, claro) tem sua mentalidade colonizada pelos valores que sustentam o status quo. Fico horrorizado quando me deparo com gays racistas e classistas! E há muitos! Há muita misoginia e machismo entre os gays e mesmo entre lésbicas. É lamentável. Eu comecei a formar minha identidade numa época em que ser gay ainda era sinônimo de ser culto e inteligente. Hoje em dia, a grande comunidade se dedica às festas temáticas, às drogas sintéticas, ao culto ao corpo e ao consumismo desenfreado e pedante, inclusive de sexo rápido e anônimo. É uma pena. Queria desenvolver um programa de educação política para LGBTs. Talvez me dedique a isso um dia.

Adé – A história da humanidade está cheia de personalidades perseguidas por lutarem por uma causa nobre, como Jesus Cristo, Gandhi, Martin Luther King, Harvey Milk, Chico Mendes, irmã Dorothy Stang, entre muitos outros. Por que tanto ódio aos justos?

Jean Wyllys – Tenho medo de integrar essa lista (risos). Quero viver porque só vivo posso dar minha contribuição para um mundo melhor. Mas os justos são abatidos porque as pessoas de bem se calam e cruzam os braços. Há mais gente boa que má. Mas as más têm mais iniciativa e fazem mais barulho. Já notou isso?

Adé – E no seu caso específico, por que você desperta reações tão estúpidas? Serão elas manifestações de ódio, medo ou inveja?

Jean Wyllys – Uma combinação das três coisas. Mas, como disse Dom Quixote, no clássico de Cervantes, “os cães ladram, Sancho, é sinal de que estamos avançando”.

Adé – Toda essa história lhe esmorece ou dá mais fôlego à sua luta pelos direitos humanos, em especial os direitos de LGBT?

Jean Wyllys – Estaria mentindo se eu dissesse que, em alguns momentos, não me dá cansaço e medo. Mas sou alimentado por uma chama que não se apaga e que me chama. Sempre senti que há um propósito em minha presença neste mundo. Sou dos mistérios. Desde menino sentia isso. E o propósito é fazer, dele, um lugar melhor.

24 Responses to Jean Wyllys: “Sempre senti que há um propósito em minha presença neste mundo. E o propósito é fazer, dele, um lugar melhor”

  1. Bruno on 23 de março de 2011 at 9:13

    Muito boa a matéria. PCL 122 já!

  2. Patrícia on 23 de março de 2011 at 9:14

    Parabéns pela entrevista. Elucidativa, objetiva e bela ao mesmo tempo. Chega de impunidade.

  3. Alison on 23 de março de 2011 at 13:47

    Parabéns a todos pela matéria e gostaria de demonstrar minha solidariedade pelo nosso querido deputado Jean, o qual acompanho desde sua decolagem através do programa de TV, encontrei-lhe pessoalmente em Salvador, fui em palestras ministradas pelo ilustre e sabidíssimo professor universitário, cousas que muitos e particularmente os autores destas ofensas não o são.

  4. emmaoel on 23 de março de 2011 at 16:46

    Parabens a jean pelo espforço emmelhorar a situação da cominidade gay do brasiç

  5. Lucas on 23 de março de 2011 at 18:40

    WOW!!! Li sua entrevista com muita muita muita admiração em cada linha!
    Vc é um cara mto foda Jean! Estou mto surpreso e vou passar a te acompanhar diariamente. Eu quero pessoas como vc me representando: inteligente, corajoso, integro e que busca construir uma sociedade melhor e menos doentia.

    Vamos botar essa corja de assassinos que transformam nosso pais em um lixo e apodrecem os direitos humanos PRA CORRER!

  6. antonio carlos trivilin junior on 23 de março de 2011 at 19:07

    ESTAMOS COMO VC JEAN. NÃO DESISTA! NINGUÉM DEVE SER CONDICIONADO A VIVER SEM AMAR. ELES USAM TANTO DEUS PRA JUSTIFICAR SUAS AÇÕES Q ESQUECEM O QUE O PRÓPRIO DEUS NOS DIZ:

    SE O LIVRE ARBÍTRIO NOS É DADO POR DEUS, QUEM SÃO OS HOMENS PRA QUESTIONAR ISSO?

  7. Esdras R. Gurgel on 24 de março de 2011 at 10:10

    Amigo Jean e a todos os ativistas.

    Nunca fui de participar ou assistir o BBB, a unica oportunidade na qual participei foi na edição na qual Jean participou, pois ali vislumbrei um ser ético e justo, independente da orientação sexual. Adorei a entrevista de muito bom nível e de ampla abrangência. PARABÉNS JEAN, continue sua luta e conte comigo.

    Esdras Gurgel.

  8. Roger Martins on 24 de março de 2011 at 13:29

    Parabens a Jean Wyllys,por ser esse cidadão Brasileiro da melhor qualidade.

  9. Roger Martins on 24 de março de 2011 at 13:34

    Parabéns a jean Wyllys por ser esse cidadão Brasileiro da melhor qualidade.

  10. Gilvan Oliveira on 25 de março de 2011 at 10:20

    Matéria excelente,desejo ao Jean força nessa jornada e repetindo o que foi dito por ele se nós Gays não fossemos tão fúteis ( a maioria pelo que percebo ) nossa luta realmente adquiria mais força com todos unidos, mas a maioria só pensa em “FECHAÇÃO”.
    Prabéns pela matéria.

  11. Nil Junior on 25 de março de 2011 at 11:47

    Parabéns a todos pela matéria, em especial a Jean Wyllys por nos representar tão bem. Estamos contigo, gato garoto.

  12. Higo on 25 de março de 2011 at 12:03

    Obrigado pela matéria. Interessante e bem reflexiva.
    Até nos mais altos níveis de poder vemos como o preconceito ainda reina de uma forma mascarada de pompa e como isso reflete na população com atitudes grosseiras e de ameaças.
    Mas Jean momento algum mostrou resiliencia para com os autos, ao contrário, se apoiou em sua concepção intelectual, em seus designios e em sua fé pra continuar no seu trabalho que ele denomina até como propósito e missão em vida em função de uma sociedade melhor.
    É este pensamento e postura plausível que enobrece e eleva o pensamento sociológico da sociedade glbt, e demonstra a toda a humanidade convicção, sabedoria e respeito ao proximo, exigindo assim o mesmo para si.
    Sou admirador dessas “celebridades” no melhor do sentido que estão ai para mostrar quem são os lobos e os cordeiros, o trigo e o joio, e assim, enaltecer o bem e a paz na humanidade deixando sempre prevalecer o amor ao proximo como dádiva de Deus.
    Abraço a Todos

  13. Renan Lacerda on 25 de março de 2011 at 16:00

    Parabéns ao site e ao deputado Jean Wyllys. Na entrevista, demonstra não só elevado nível de consciência crítica e política como também uma disposição, infelizmente rara na classe, de lutar pelos movimentos com que se identifica. Sou branco, heterossexual e de classe média, mas não posso deixar de admirar e mesmo de me colocar à disposição de uma luta tão legítima, nobre e absolutamente necessária.
    De qualquer forma, me preocupa que uma figura como Jean, com uma inteligência tão útil à sociedade e perspicaz, só possa ter sido eleito graças à popularidade que conquistou graças a um programa de televisão. Se em tantas edições do tal Reality Show só tivemos um Jean, de quantos Big Brothers precisaríamos pra criar uma classe política decente e atualizada com os nossos desejos de justiça para a humanidade?

  14. Ilka Pinheiro on 27 de março de 2011 at 17:30

    Jean, estou feliz por sua postura e, infelizmente vc está corretíssimo nas coisas negativas que pontua. Temos alguns amigos em comum e sei um pouco mais de vc, por eles. Devido ao grito geral dado pela sociedade em relação a direitos humanos, sinto falta da participação de outras pessoas públicas, não necessariamente políticos, mas artistas de expressão que levem essa bandeira ao alcance do povo, pois o que se aprecia´são ações em cadeia tornando o mundo cada vez mais a uma situação degradante. Acho q vc já deveria solicitar segurança pessoal, pois o mesmo cara q defende Deus fala em homicídio e acha q está no caminho certo. Nossos pais de umas décadas pra cá estão fortalecendo mais a lei de Gerson do que a lei que a lei do perdão. Desenvolvi um trabalho de palestras e treinamento profissionalizante disfarçado, pois é essencialmente educacional, onde lembro ao indivíduo de suas falhas, de seus limites e complexos, exalto virtudes e demonto os preconceitos pondo-os no lugar da vítima e fazanedo-os refletirem. Acho q é obrigação dos mais lúcidos apresentar algum tipo de ajuda social, dentro de suas ferramentas e habilidades. Há muito de queixas, reclamações, mas faltam ações. Leve seu discurso a público e receba publicaamente apoio de pesoas de expressão,construindo uma nova ideia sobre a situação ora apresentada e sobre tudo que gira em torno deste tema. Não se intimide, moddifique. Vc tem sim, uma missão especial. Faça valer esse fulgor que lhe confere tão especial entre nós. Mas faça barulho, com esse apoio de artistas, numa campanha à tolerância, à educação, ao bem. Vc é o cara, se jogue! Vc nos orgulha!!!!!!!!!

  15. Bruno on 27 de março de 2011 at 20:19

    Legal a entrevista, sinto por não ter acreditando no Jean na eleição e por isso não ter votado nele, na próxima eleição meu voto e de quem eu puder convencer será seu. Parabéns pela força e empenho.

  16. Mauricio Lopes on 27 de março de 2011 at 20:24

    Repudio toda e qualquer ameaça a qualqer militante, defensor dos direitos humanos e estou triste diante desta atrocidade que vem tentando frear este lindo ideal e luta do nosso Deputado Jean Wyllys. Beijos, axé e sorte Jean, conte comigo sempre e cadeia para os homofóbicos.
    Mauricio Lopes
    Salvador – Bahia

  17. Paulo on 28 de março de 2011 at 10:15

    Parabéns Jean!! Você é o cara, realemente minha admiração pelo seu trabalho só faz aumentar, que bom que temos pessoas como você, a sua luta éa nossa luta e acho que o que podemos fazer or você nesse momento é te dá força.
    Eu como gay, me sinto protegido em saber que temos um representante tão atual… Vou divulgar o máximo que eu posso essa entrevista e que esse ameaçador e covarde seja reprimido, pois vivemos em um país livre.
    O Brasil só tem a progredir e não regredir com essas atitudes cavernistas.

    Jean Wyllys sabemos que a luta é grande, mas estamos aqui, vamos mostrar a cara, como já acontece!!

  18. CECILIO ALMEIDA MATOS on 28 de março de 2011 at 14:51

    Um deputado federal ameaçado de morte, é de competencia da policia federal iniciar as investigações… hoje o ilustre professor além de celebridade é tambem autoridade e na qualidade de tal, deve de imediato requisitar que as apurações sejam presididas pela policia federal.Grande Abraço Jean…vc tal como clodovil fará a diferença naquele inescrupuloso congreso nacional

  19. caco on 29 de março de 2011 at 10:53

    parabens ao jean, qdo ele entrou no BB eu pensei, nossa, como uma pessoa inteligente e culta, entra em um programa destes…mas jean me mostrou, que isso era apenas um degrau para algo maior..Hoje, deputado, ele realmente tem muito a dar ao nosso pais.Mesmo morando na Europa com meu companheiro que tb é brasileiro,e onde nao existe este preconceito aos gays como ai.Sou do sul do Brasil, de uma familia classe media alta e la,muitas vezes senti este problema, mas fui a luta e consegui superar toda esta carga que jogam em cima de nos, gays.Eu dou muito valor ao que Jean esta fazendo, nao so pela comunidade gay, a qual ele retrata muito bem na entrevista..Se as pessoas se unissem tudo seria diferente,e conseguiriam muito mais e principalmente eliminar estas pessoas doentes que nao querem o progresso e o desenvolvimento pleno de uma naçao mas simplesmente querem que o povo continue ignorante e inculto, pois so assim conseguirao mais beneficios e enriquecerao rapidamente.Vamos nos unir e levantar nossas vozes para fortalecer o Jean, que tem coragem e tenacidade e, principalmente inteligencia e cultura para fazer um projeto desses.Parabens Jean, te admiro muitoooo

  20. Charles Nobre on 1 de abril de 2011 at 17:33

    Passado! Jean Willys nao pode morrer!
    Quem é q vai cuidar dos assuntos Glbt?

    Quando agente pensa que o Brasil está “evoluindo”

    Lái se vem akele povo retrogrado!!!

    Os gays do passado apanharam e morreram lutando pra nós dessa decada termos os poucos direitos que temos , e sinto que nos acomodamos. Vamos todos ser militantes dessa causa!

    PARABÉNS JEAN !!!

  21. Mikey on 3 de abril de 2011 at 15:23

    Achei que ele arrasou na entrevista! É preciso coragem mesmo para enfrentar a onda de preconceito que ainda nos atormenta. Sim, nós podemos exigir respeito. Sim, nós podemos: QUEREMOS RESPEITO!

  22. Emerson Pereira on 20 de abril de 2011 at 6:49

    Para começar gostaria de parabenizar a Jean Wyllys, não somente por sua entrevista bem sucedida, sucinta e de um nível intelectual espectacular, mas também pelo seu trabalho voltado para comunidade GLBTs. Sou estudante de Administração Economia e Sociologia na Universidade Paris X na França, e do meu ponto de vista crítico, me sinto apto a julgar que o problema da homofobia e do racismo no Brasil é grave. Tudo começa no nível da educação nacional que à cada dia mais degradante, causando um grande impacto negativo no nível intelectual nacional , que gera um desinteresse popular pela política, que resulta na eleição de pessoas não qualificadas, que roubam os cofres públicos e que nao fazem grande coisa pela sociedade. Outro ponto critico afetado pelo baixo nível de escolaridade no Brasil, é baixa classe social. Essa comunidade pobre no Brasil é mantida como marionetes dos políticos e também dos chefes de de determinadas religiões ( que nao merecem serem citadas) . Esses abusadores, verdadeiros usurpadores dos desfavorecidos sao os culpados desta guerra social que vivemos no Brasil. Mais o que é do homem o bicho não come, já dizia o ditado. O povo brasileiro esta acordando e indo em busca do seu melhor ( lentamente mas acordando ao menos). O mundo aqui fora nao tira os olhos do Brasil e dos outros países que fazem parte do BRIC, e os impulsionam e os forçam a cada dia a apagar essas vergonhas que se passa em nosso solo. Tenho certeza que se aumentarmos nossa velocidade em desenvolvimento intelectual conseguiremos viver o lema da nossa bandeira “Ordem e Progresso” e certamente faremos sucessos, mas do que ja fazemos no mundo. Mas é muito importante que todos os brasileiro sejam conscientes que os fatos negativos dos nosso país nao sao desassociáveis e que o ponto onde precisamos focalizar nosso interesse e trabalho é a educação. Com a educação merecida iremos destruir a ignorância em que vivemos com ela o racismo, a homofobia, a miséria, as injustiças sociais e muitos outros problemas que enfrentamos.
    Obrigado Jeans Wyllys e aos outros poucos políticos do nosso país que lutam para mudar a realidades que vivemos. Contamos com vocês!

  23. pedro(Colatina-ES) on 4 de fevereiro de 2012 at 10:36

    PRECISAMOS DE MAIS POLÍTICOS COMO JEAN WILLIS EM CAMARAS MUNICIPAIS, ESTADUAISE FEDERAIS E PRINCIPALMENTENO SENADO!!DIGNIDADE E CIDADANIA MERECEMOS E VAMOS BUSCAR !!!

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